Capítulo I

Da Denominação, Finalidade e Sede

Art. 1 – A Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, fundada no dia 17 de março de 1972, em Assembleia Geral Extraordinária, na Sede da Associação Médica de Minas Gerais, é uma ASSOCIAÇÃO, sem fins lucrativos, com duração por tempo indeterminado, com sede na Rua Eduardo Porto, n.º 575, Bairro Cidade Jardim, na Cidade de Belo Horizonte – MG, regida pelas normas e condições estabelecidas no presente estatuto.

Parágrafo Único – A Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais não remunera, por qualquer forma, os cargos de sua diretoria, conselhos: fiscal, superior e de defesa profissional, e não distribui lucros, bonificações ou vantagens a dirigentes, mantenedores ou associados, sob nenhuma forma ou pretexto.

Art. 2 – A Associação tem como finalidade:

  1. I.      Reunir os médicos interessados em fomentar o progresso, o aperfeiçoamento e a difusão da Anestesiologia, Terapia Intensiva, Tratamento da Dor e Reanimação e estabelecer normas para o treinamento na especialidade.
  2. II.      Representar os anestesiologistas de Minas Gerais, pugnando por seus interesses científicos, educacionais e profissionais;
  3. III.      Promover o desenvolvimento das ciências da saúde nas áreas de educação, pesquisa e apoio técnico, com a formação e capacitação de recursos humanos na área de Anestesiologia, buscando a melhoria contínua da qualidade dos serviços anestesiológicos oferecidos à população, sem qualquer forma de discriminação de raça, sexo, cor, religião ou classe social.
  4. IV.      Fazer cumprir o Código de Ética Médica, o Código Profissional e Econômico da SBA e defender os interesses profissionais de seus membros.
  5. V.       Patrocinar Congressos da Especialidade, de âmbito regional.
  6. VI.      Publicar a Revista Regional de Anestesiologia.
  7. VII.      Conferir prêmios, conforme regulamentos próprios.

Parágrafo Único – Para o cabal desempenho de suas funções, a associação poderá estabelecer convênios com entidades científicas de âmbito Municipal, Estadual, Federal e Internacional.

Capítulo II

Da Admissão dos Associados

Art. 3 – São membros associados aqueles que atendem os requisitos previstos neste Estatuto, nos Regulamentos e Regimentos desta Associação, e são integrantes de uma das seguintes categorias:

  1. I.      Fundadores;
  2. II.      Ativos;
  3. III.      Aspirantes;
  4. IV.      Adjuntos;
  5. V.      Honorários;
  6. VI.      Beneméritos;
  7. VII.      Estrangeiros;
  8. VIII.      Remidos.

Parágrafo Único – Nenhum membro poderá pertencer simultaneamente, salvo os fundadores, a mais de uma categoria; entretanto, qualquer membro poderá ser transferido de uma categoria para outra, desde que satisfaça às condições estabelecidas neste Estatuto.

Seção I

Dos Fundadores

Art. 4 – São membros Fundadores os médicos que assinaram a Ata da Sessão da Fundação ou a da Primeira Assembleia Geral.

Seção II

Dos Ativos

Art. 5 – Poderá ser membro Ativo da ASSOCIAÇÃO o médico residente no Estado de Minas Gerais, que exerça a especialidade como a sua mais importante atividade, em qualquer das suas modalidades (Anestesiologia, Clínica da Dor, Terapia Intensiva), e que satisfaça às condições previstas pela SBA – Sociedade Brasileira de Anestesiologia – para essa categoria.

Parágrafo Único – Para ser admitido como membro Ativo da ASSOCIAÇÃO é necessário cumprir as seguintes condições:

  1. I.      Comprovar inscrição no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais       ( CRM/MG ).
  2. II.      Declarar, por escrito, conhecer este Estatuto, Estatuto da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e o Código de Ética Médica;
  3. III.      Preencher formulário próprio para admissão na categoria;
  4. IV.      Comprovar habilitação para membro ativo na SBA;
  5. V.      Pagar a anuidade da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais e da SBA Sociedade Brasileira de Anestesiologia, relativas ao ano em curso;
  6. VI.      Ser aprovado pela Diretoria.

Seção III

Dos Aspirantes

Art. 6 – Poderá ser membro Aspirante o médico em especialização no Centro de Ensino e Treinamento ( CET ) , reconhecido pela SBA e/ ou Comissão Nacional de Residência Médica        ( CNRM ) – no Estado de Minas Gerais, que satisfaça às condições estabelecidas neste Estatuto.

Parágrafo Primeiro – Para ser admitido como membro Aspirante da associação, o candidato deverá:

  1. I.      Apresentar proposta preenchida e assinada pelo responsável pelo Centro de Ensino e Treinamento / SBA ou pelo chefe da residência credenciada pela Comissão Nacional de Residência Médica, do qual o candidato faça parte;
  2. II.      Declarar, por escrito, conhecer este Estatuto, Estatuto da SBA e o Código de Ética Médica;
  3. III.      Comprovar o pagamento da anuidade da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, no caso dos Médicos em Especialização dos Centros de Ensino e Treinamento / SBA;
  4. IV.      Provar que protocolou no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais     ( CRM/MG ) documentação para registro profissional ou o próprio registro;
  5. V.      Ser aprovado pela Diretoria.

Parágrafo Segundo – A condição de Aspirante será mantida apenas durante o período de especialização.

Seção IV

Dos Adjuntos

Art. 7 – Poderá ser membro Adjunto o médico que preencher um dos seguintes requisitos:

  1. I.      Médico que tenha obtido o Título de Especialista outorgado pela Comissão Nacional de Residência Médica; ou
  2. II.      Médico que praticou a especialidade de anestesiologia nos últimos cinco anos, comprovadamente.

Parágrafo Único – Preenchido um dos requisitos acima, o candidato a membro Adjunto da associação deverá satisfazer às seguintes condições:

  1. Apresentar comprovante de estar inscrito e quite no Conselho Regional de Medicina de Minas Gerais ( CRM/MG );
  2. Declarar, por escrito, conhecer este Estatuto, Estatuto da Sociedade Brasileira de Anestesiologia e o Código de Ética Médica;
  3. Pagar a anuidade da associação referente ao ano em curso;
  4. Preencher formulário próprio para admissão na categoria;
  5. Ser abonado por 2 (dois) membros Ativos quites com a associação;
  6. Ser aprovado pela Diretoria.

Seção V

Dos Honorários

Art. 8 – Poderá ser membro Honorário da associação o médico ou cientista de méritos comprovados, que tenha prestado relevantes serviços à Especialidade, eleito por votação em Assembleia Geral Ordinária, por proposta da Diretoria ou de 1/3 (um terço) dos membros Ativos em pleno gozo de seus direitos.

Seção VI

Dos Beneméritos

Art. 9 – Poderá ser membro Benemérito da associação a pessoa de comprovada idoneidade, sem distinção de nacionalidade ou profissão, que tiver prestado relevantes serviços à Especialidade ou que tenha feito donativo apreciável à Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, eleito em Assembleia Geral Ordinária por proposta da Diretoria ou de 1/3 (um terço) dos membros Ativos em pleno gozo de seus direitos.

Parágrafo Único – Em caso de donativo feito por pessoa jurídica, o título será concedido ao responsável legal ou àquele indicado por este.

Seção VII

Dos Estrangeiros

Art. 10 – Será membro Estrangeiro o médico residente no exterior que exerça a anestesiologia ou especialidades afins.

Seção VIII

Dos Remidos

Art. 11 – Serão Remidos os membros Ativos e Adjuntos que tenham idade igual ou superior a 70 (setenta) anos e tenham contribuído regularmente para a Associação durante os últimos 10 (dez) anos.

Capítulo III

Da Exclusão, Punição e Readmissão dos Associados

Seção I

Das Formas de Exclusão

Art. 12 – Todo membro deixará de fazer parte da Associação:

  1. I.      Por demissão, a pedido;
  2. II.      Por atraso no pagamento da anuidade, até 03 (três) meses;
  3. III.      Por exclusão motivada por infração prevista no Estatuto, Regulamentos e Regimentos;
  4. IV.      Por motivo grave, que será matéria de análise em deliberação fundamentada e aprovada em Assembleia Geral.

Seção II

Das Punições

Art. 13 – Será passível de punição o associado cuja conduta esteja em desacordo com o Código de Ética Médica, com os Estatutos da SBA Sociedade Brasileira de Anestesiologia e da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, com o Regimento Interno, ou com as decisões da Assembleia Geral.

Art. 14 – A apuração das penalidades obedecerá às normas pré – estabelecidas:

  1. I.      A denúncia deverá ser feita por membro da associação à Diretoria, de modo sigiloso e por escrito, devendo caracterizar os fatos e os dispositivos supostamente infringidos;
  2. II.      Compete à Diretoria e à Comissão de Defesa Profissional, antes de dar andamento oficial à denúncia, proceder a uma investigação preliminar, sigilosa e sumária, a fim de colher informações junto ao denunciado e denunciante, com o objetivo de desfazer possíveis equívocos, tentar o apaziguamento e até mesmo a retirada, também sigilosa, da denúncia;
  3. III.      Será sempre assegurado ao denunciado amplo direito de defesa, respeitando os prazos estabelecidos;
  4. IV.      A denúncia e os documentos (depoimentos), caso não tenha indícios de infração ao Código de Ética Médica, serão arquivados na associação por período de 01 (um) ano e posteriormente destruídos, após registro da queixa em livro próprio;
  5. V.      Havendo indícios de infração ao Código de Ética Médica, toda documentação será enviada ao CRM.

Art. 15 – As penalidades são:

I – Advertência sigilosa;

II – Suspensão com divulgação no órgão oficial;

III – Exclusão.

Parágrafo Primeiro Antes da aplicação de qualquer uma das penalidades acima previstas, o associado faltoso será convocado, com prazo mínimo de 10 (dez) dias, a comparecer a uma reunião extraordinária da Diretoria, que tenha por objeto exclusivo deliberar sobre a sua punição, oportunidade em que deverá apresentar defesa escrita, bem como proceder à exposição oral de suas razões defensivas, no prazo máximo de 15 (quinze) minutos.

Parágrafo Segundo Após a apresentação da defesa escrita e oral, o Diretor-Presidente incluirá a questão em pauta de votação.

Parágrafo Terceiro Aprovada pelo voto da maioria simples dos Diretores, a aplicação da punição ao membro faltoso somente poderá ser operada após a decurso do prazo recursal.

Parágrafo QuartoA punição do associado não lhe redime de honrar compromissos assumidos perante terceiros por intermédio da SAMG, ocorrendo a desobrigação apenas quando aprovadas as contas do exercício em que se deu o desligamento.

Art. 16 – Da decisão da Diretoria que decretar a suspensão ou a exclusão do associado, caberá recurso à Assembleia Geral, no prazo máximo de 30 (trinta) dias, contados a partir da juntada aos autos do aviso de recebimento pelas partes.

Parágrafo Primeiro Interposto o recurso, competirá ao Diretor-Presidente a convocação da Assembleia Geral Extraordinária que tenha por objeto exclusivo deliberar sobre o seu julgamento, oportunidade em que poderá o Recorrente realizar a exposição oral de suas razões recursais, no prazo máximo de 15 (quinze) minutos.

Parágrafo Segundo O julgamento do recurso se fará por voto da maioria dos associados presentes e com direito a voto e, caso mantida a decisão recorrida, a aplicação da penalidade ao membro faltoso se operará de pleno direito.

Parágrafo TerceiroAplicada qualquer uma das penalidades, fica o referido associado impedido de concorrer a qualquer cargo da Diretoria da Associação, por um período de 05 (cinco) anos.

Seção III

Da Readmissão

Art. 17 – A readmissão de membros será analisada pela Diretoria, a pedido dos interessados.

Parágrafo Único – Os membros excluídos de acordo com o disposto no artigo 12, incisos I, II e III deste Estatuto, desde que cumpram as exigências estatutárias, poderão ser readmitidos ao pagarem a anuidade do ano em curso e as taxas de readmissão, se houver.

Capítulo IV

Dos Direitos e Deveres dos Associados

Art. 18 – São direitos dos Associados Ativos quites com a tesouraria da associação:

  1. I.      Participar da Assembleia Geral;
  2. II.      Usar o título de membro da Associação em publicações e papéis de uso profissional;
  3. III.      Frequentar a sede da Associação;
  4. IV.      Votar e ser votado para todos os cargos eletivos;
  5. V.      Assinar e subscrever proposta para admissão de Associados;
  6. VI.      Apresentar requerimentos, indicações, sugestões e representações que digam respeito ao exercício da especialidade de acordo com os objetivos da Associação;
  7. VII.      Ler e discutir em reuniões, comunicações ou trabalhos de matéria científica, pertinentes aos objetivos da Associação;
  8. VIII.      Participar das comissões nos termos deste Estatuto, excetuando-se os membros penalizados de acordo com artigo 15, parágrafo único;
  9. IX.      Licenciar-se por motivo de ausência do País, mediante requerimento aprovado pela Diretoria, e por período maior que 01 (um) ano;
  10. X.      Receber as publicações da Associação.

Art. 19 – Os demais membros têm os mesmos direitos dos membros Ativos, excetuando-se os previstos no artigo 18, incisos IV e V deste Estatuto.

Parágrafo Único – Os membros ativos ao se tornarem remidos, continuam com os mesmos direitos elencados no artigo 18.

Art. 20 – São deveres dos membros da Associação:

  1. I.      Cumprir e fazer cumprir os Regulamentos, Regimentos, Estatutos da SBA – Sociedade Brasileira de Anestesiologia e Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, bem como o Código de Ética Médica e Estatutos de órgãos superiores da classe médica;
  2. II.      Desempenhar todas as funções que lhes forem atribuídas e às quais tenham anuído;
  3. III.      Zelar pelo nome da associação, cumprir e fazer cumprir as decisões das Assembleias;
  4. IV.      Pagar as anuidades da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, da SBA – Sociedade Brasileira de Anestesiologia e taxas quando houver, exceto os membros Honorários, Beneméritos e Remidos.

Parágrafo Único – Os membros desta associação, de modo geral, não respondem subsidiariamente pelas obrigações sociais.

Capítulo V

Dos Órgãos Deliberativos

Art. 21 – A Associação será composta pelos seguintes órgãos:

  1. I.      Assembleia Geral;
  2. II.      Conselho Superior;
  3. III.      Conselho Fiscal;
  4. IV.      Conselho Editorial;
  5. V.      Diretoria.

Parágrafo Único – Os órgãos acima designados serão disciplinados por este Estatuto, pelos Regimentos e Regulamentos da Associação, e suas reuniões serão lavradas em atas assinadas pelos presentes.

Seção I

Das Assembleias Gerais

Art. 22 – A Assembleia Geral, órgão máximo da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, será constituída pelos membros quites com a associação na data de sua realização, observando-se o artigo 18 deste Estatuto.

Parágrafo Único – Não será admitida a representação do associado por instrumento de procuração.

Art. 23 – As Assembleias Gerais serão Ordinárias e Extraordinárias.

Parágrafo Primeiro – As Assembleias Gerais somente podem deliberar sobre matérias expressas em suas convocações, ou em casos relevantes trazidos pela Diretoria e aprovados pela Assembleia Geral.

Parágrafo Segundo – A data, o horário, o local e a ordem do dia serão divulgados pela Diretoria, através de correspondência endereçada aos membros com direito a voto, com antecedência mínima de 15 (quinze) dias.

Parágrafo Terceiro – As Assembleias Gerais Extraordinárias serão convocadas por iniciativa da Diretoria ou por solicitação escrita de 1/5 (um quinto) dos membros com direito a voto.

Art. 24 – A Assembleia Geral será instalada e conduzida pelo Presidente da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, e secretariada pelo Secretário Geral.

Art. 25 – As Assembleias Gerais somente poderão funcionar em primeira convocação com a maioria dos membros ativos com direito a voto. Em segunda convocação, uma hora após a primeira, com qualquer número de membros ativos quites presentes.

  1. I.      Quando se tratar de alienação ou venda de bens cujo valor esteja acima de 90 (noventa) anuidades, a Assembleia será instalada com os presentes e o quorum para deliberação deverá ser, no mínimo, de 20% (vinte por cento) dos membros com direito a voto.
  2. II.      Caso não haja quorum para deliberação discriminada no inciso I, a Diretoria da associação fica autorizada a colher os votos de seus associados através de correspondência via postal ou eletrônica, com prazo para resposta.

Art. 26 – A Assembleia Geral Ordinária será realizada, obrigatoriamente, até o final do mandato, sendo esta convocada pelo Presidente para conhecimento e deliberação das atividades administrativas, científicas e sociais da Diretoria, dos Conselhos e das Comissões.

Art. 27 – Para a Assembleia em que a pauta for dissolução e/ou destino do patrimônio da associação, será exigida em qualquer uma das convocações um quorum de 50% (cinqüenta por cento), mais um, dos membros ativos com direito a voto.

Seção II

Do Conselho Superior

Art. 28 – O Conselho Superior será formado pelos 03 (três) ex-presidentes da ASSOCIAÇÃO:

  1. I.      Assumirá a presidência do Conselho Superior o último ex-presidente da Associação;
  2. II.      No caso de falecimento, renúncia ou licenciamento de algum membro do Conselho por período superior a metade de seu mandato, será convocado para substituí-lo o ex-presidente da associação de mandato findo mais recente, e assim sucessivamente;
  3. III.      O Membro do Conselho Superior que ocupar cargo na Diretoria, exceto nos Conselhos e Comissões Assessoras, ficará automaticamente licenciado do Conselho enquanto durar o mandato para o qual foi eleito.

Art. 29 – Compete ao Conselho Superior:

  1. I.      Ao seu Presidente, tomar parte nas reuniões de Diretoria, sem direito a voto;
  2. II.      Examinar relatórios da Diretoria e encaminhá-los com parecer às Assembleias;
  3. III.      Examinar e emitir parecer sobre propostas da Diretoria para alienação de bens da Associação, quando de valor superior a 90 (noventa) anuidades, e encaminhá-los à Assembleia Geral;
  4. IV.      Opinar, em qualquer época, sobre determinado assunto, por solicitação da Diretoria.

Seção III

Do Conselho Fiscal

Art. 30 – O Conselho Fiscal será composto por 03 (três) membros efetivos e 03 (três) membros suplentes, todos membros Ativos da associação, eleitos pela Assembleia Geral, conseguinte às eleições, com mandato de dois anos, renovando-se, pelo menos, um terço a cada mandato.

Art. 31 – O Conselho Fiscal terá atribuições de conferir, verificar, comprovar e opinar, trimestralmente, sobre a administração financeira da Associação, enviando relatório ao Conselho Superior para apreciação.

Art. 32 – O Conselho Fiscal será regulado por Regimento próprio.

Seção IV

Do Conselho Editorial

Art. 33 – O Conselho Editorial será composto por 02 (dois) Coordenadores e pelo Comitê Editorial, formado por no mínimo 5 (cinco) membros ativos quites com a associação, todos eleitos pela Assembleia Geral, com mandato de 02 (dois) anos.

Art. 34 – O Conselho Editorial terá a atribuição de editar a Revista Mineira de Anestesiologia (RMA).

Art. 35 – O Conselho Editorial será regulado por Regimento próprio.

Seção V

Da Diretoria

Art. 36 – A Diretoria é o órgão executivo da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, eleita pela Assembleia Geral e composta de:

  1. I.      Presidente;
  2. II.      Vice-Presidente;
  3. III.      1º Secretário;
  4. IV.      2º Secretário;
  5. V.      1º Tesoureiro;
  6. VI.      2º Tesoureiro;
  7. VII.      Diretor Científico;
  8. VIII.      Diretor Social e Editor do Boletim Informativo;
  9. IX.      Departamentos;
  10. X.      Comissões Assessoras.

Art. 37 – Não haverá remuneração para qualquer dos cargos de direção.

Art. 38 – O mandato da Diretoria coincidirá com o ano fiscal e terá a duração de 02 (dois) anos.

Art. 39 – Para mandatos consecutivos, haverá renovação de no mínimo 03 (três) membros da Diretoria, observado o artigo 36, incisos de I a VIII.

Art. 40 – Compete aos membros da Diretoria elencados nos incisos I a VIII do artigo 36, coletivamente:

  1. I.      Executar e fazer executar as resoluções da Assembleia Geral e as suas próprias;
  2. II.      Cumprir e fazer cumprir este Estatuto;
  3. III.      Designar comissões especiais para auxiliá-la na execução de suas tarefas, com mandato que não ultrapasse ao seu próprio;
  4. IV.      Admitir novos membros, obedecidas as disposições deste Estatuto;
  5. V.      Julgar e decidir os pedidos de readmissão de membros que tiverem sido desligados de acordo com este Estatuto;
  6. VI.      Nomear e demitir o pessoal necessário ao funcionamento da Associação;
  7. VII.      Convocar Assembleia Geral;
  8. VIII.      Examinar e decidir as representações que lhe forem submetidas pelos membros da Associação;
  9. IX.      Apresentar à Assembleia Geral Ordinária e ao Conselho Superior relatório completo das atividades administrativas, científicas, sociais e econômico-financeiras do mandato que se encerra;
  10. X.      Reunir-se, obrigatoriamente, no mínimo uma vez por mês, ou, extraordinariamente, cada vez que o Presidente considerar necessário, ou a pedido de, pelo menos, 04 (quatro) de seus membros.
    1. XI.      Participar como membros natos de representação durante a Assembleia de Representantes por ocasião do CBA – Congresso Brasileiro de Anestesiologia.
    2. XII.      Deliberar sobre os casos omissos neste Estatuto.

Parágrafo Primeiro – O quorum para as reuniões da Diretoria será de metade mais um de seus membros, sendo indispensável a presença do Presidente ou do Vice-Presidente.

Parágrafo Segundo – As decisões da Diretoria serão tomadas por maioria de votos de seus membros presentes às reuniões.

Parágrafo Terceiro – As decisões da Diretoria serão registradas em atas.

Art. 41 – Ao Presidente, compete:

  1. I.      Dirigir a Associação de acordo com seu Estatuto, Regimentos, Regulamentos e Resoluções;
  2. II.      Representar a Associação ativa e passivamente, bem como judicial e extrajudicialmente, não lhe sendo lícito, porém, transigir, renunciar direitos, alienar ou hipotecar bens, sem a prévia e expressa autorização manifestada em Assembleia Geral;
  3. III.      Marcar as reuniões da Diretoria, da Associação e as Assembleias Gerais;
  4. IV.      Presidir as reuniões da Diretoria e da Associação, tomando parte na deliberação quando terá voto de desempate;
  5. V.      Assinar, juntamente com o Secretário, as atas das reuniões ou qualquer ato que emane da Diretoria e da Associação, depois de discutidas e aprovadas em plenário;
  6. VI.      Autorizar o pagamento de despesas da Associação depois de devidamente processadas;
  7. VII.      Assinar, juntamente com o tesoureiro, os cheques emitidos pela Associação;
  8. VIII.      Tomar as providências de ordem administrativas no intervalo das reuniões da Diretoria, obedecendo às normas estatutárias, e dar conhecimento à Diretoria, oportunamente, das soluções adotadas;
  9. IX.      Representar a Associação junto à SBA ou outras entidades, podendo, em caso de impedimento, indicar substituto preferencialmente dentre os membros da Diretoria.

Parágrafo Primeiro – Em caso de impedimento do Presidente, os cheques poderão ser assinados pelo Vice-Presidente em conjunto com o Tesoureiro, para pagamentos cujo adiamento puder causar prejuízos financeiros à Associação.

Parágrafo Segundo – O Presidente terá voto de qualidade, em caso de empate nas votações, em reuniões/assembleias em que tome parte.

Art. 42 – Ao Vice-Presidente, compete:

  1. I.      Substituir o Presidente nos seus impedimentos transitórios ou definitivos;
  2. II.      Auxiliar o Presidente em todas as suas atividades frente à Associação;
  3. III.      Exercer atribuições específicas conferidas pelo Presidente;
  4. IV.      Coordenar a Comissão de Defesa Profissional.

Art. 43 – Compete ao 1º Secretário:

  1. I.      Superintender a secretaria e orientar a execução da rotina administrativa;
  2. II.      Expedir diplomas aos membros, os quais subscreverá conjuntamente com o Presidente;
  3. III.      Redigir relatório bienal da secretaria a ser apresentado ao Conselho Superior;
  4. IV.      Redigir e assinar em conjunto com o Presidente os documentos oficiais da Associação, para divulgação leiga e entre o quadro associativo;
  5. V.      Ter arquivada sob sua guarda toda documentação relativa a associação;
  6. VI.      Movimentar o expediente da associação e encaminhar os avisos de convocação para as sessões da Diretoria, do Conselho Superior e da Assembleia Geral;
  7. VII.      Redigir e organizar as atas das sessões da Diretoria e da Assembleia Geral;
  8. VIII.      Substituir o vice-presidente no seu impedimento.

Art. 44 – Compete ao 2º Secretário:

  1. I.      Substituir o 1º Secretário nos seus impedimentos;
  2. II.      Colaborar estritamente com o 1º Secretário em todas as suas atribuições.

Art. 45 – Compete ao 1º Tesoureiro:

  1. I.      Administrar financeiramente a Associação, juntamente com o Presidente, mantendo sob sua guarda e responsabilidade todos os valores e bens móveis e imóveis desta;
  2. II.      Providenciar o recebimento das contribuições dos membros (anuidades, taxas, multas ou outras contribuições) bem como quaisquer valores que a qualquer título se destinam à Associação;
  3. III.      Providenciar o pagamento das despesas da Associação, após processadas e autorizadas pelo Presidente;
  4. IV.      Assinar cheques junto com o Presidente;
  5. V.      Apresentar à Diretoria e ao Conselho Fiscal o balancete das atividades financeiras do trimestre, acompanhado dos respectivos comprovantes, para exame e posterior recomendação à Assembleia Geral;
  6. VI.      Apresentar ao Conselho Superior o balanço anual das atividades da Tesouraria, devidamente comprovado, e a proposta orçamentária para o período seguinte;
  7. VII.      Atualizar anualmente o inventário dos bens móveis e imóveis da Associação.

Art. 46 – Compete ao 2º Tesoureiro:

  1. I.      Substituir o 1º Tesoureiro em todas as suas atribuições.

Art. 47 – Compete ao Diretor Científico:

  1. I.      Coordenar a Comissão Científica;
  2. II.      Organizar, assessorado pela Comissão Científica, a programação científica e didática da Associação a ser aprovada pela Diretoria.

Art. 48 – Compete ao Diretor Social:

  1. I.      Promover a divulgação da Associação;
  2. II.      Editar o Boletim Informativo da Associação, providenciando recursos e financiamentos para o mesmo;
  3. III.      Indicar nomes para auxiliá-lo em sua função.

Art. 49 – Na vacância da Presidência, o Vice-Presidente assumirá o cargo e, por conseguinte, na vacância deste, assumirá o 1º Secretário.

Parágrafo Único – Impedido o 1º Secretário de assumir as funções, por qualquer motivo ou até por recusa, assume o Conselho Superior e Conselho Fiscal, conjuntamente, interinamente, por 90 (noventa) dias, até que se promovam novas eleições.

Art. 50 – A Diretoria da ASSOCIAÇÃO terá as seguintes comissões assessoras:

  1. I.      Comissão Científica ( CC );
  2. II.      Comissão de Defesa Profissional ( CDP );
  3. III.      Comissão de Estatuto, Regulamentos e Regimentos ( CERR ).

Art. 51 – As Comissões Assessoras serão constituídas por membros Ativos quites com a ASSOCIAÇÃO, eleitos de acordo com o disposto no capítulo que versa sobre as eleições.

Parágrafo Único – O membro Ativo não poderá pertencer a mais de uma comissão assessora permanente, salvo disposições em contrário contidas neste Estatuto.

Art. 52 – Os mandatos das Comissões Assessoras coincidirão com o ano fiscal e o mandato da Diretoria.

Art. 53 – Para mandatos consecutivos, haverá renovação de no mínimo 1/3 (um terço) dos membros das Comissões.

Art. 54 – A Comissão Científica terá o Diretor Científico como membro nato e mais 05 (cinco) membros Ativos quites, todos portadores de TSA.

Art. 55 – À Comissão Científica, compete:

  1. I.      Assessorar o Diretor Científico;
  2. II.      Examinar previamente e emitir parecer sobre matéria científica a ser veiculada pelo Boletim, quando se tratar de artigos originais que não tenham sido publicados em revistas científicas.

Parágrafo Único – Poderão ser criados comitês de subespecialidades, por iniciativa da Diretoria ou da Comissão Científica.

Art. 56 – A Comissão de Defesa Profissional será coordenada pelo Vice-Presidente, sendo constituída por 02 (dois) representantes da Região Metropolitana de Belo Horizonte e 04 (quatro) representantes de outras regiões do Estado.

Art. 57 – À Comissão de Defesa Profissional, compete:

  1. I.      Zelar pelo cumprimento do Código de Ética Médica;
  2. II.      Trabalhar pela união dos Anestesiologistas;
  3. III.      Defender os interesses profissionais dos associados.

Parágrafo Único – No caso do não preenchimento do quadro previsto para a Comissão de Defesa Profissional, ou no caso de vacância de membro integrante, se necessário, a Diretoria nomeará membro Ativo quite para preencher a vaga ad referendum do Conselho Superior.

Art. 58 – A Comissão de Estatuto, Regulamentos e Regimentos será constituída por 03 (três) membros Ativos quites com a Associação.

Art 59 – À Comissão de Estatuto, Regulamentos e Regimentos, compete estudar e propor à Diretoria as modificações necessárias nos instrumentos normativos da Associação, adequando-os à realidade associativa.

Parágrafo Único – A Comissão de Estatuto, Regulamentos e Regimentos reunir-se-á sempre que necessário.

Capítulo VI

Das Eleições

Art. 60 – As eleições serão diretas para os cargos da Diretoria e Conselhos Fiscal e Editorial, tendo direito a voto apenas os membros Ativos quites com a Associação.

Art. 61 – O processo eleitoral será realizado pela Assembleia Geral, mediante regulamento próprio.

CAPITULO VII

Do Patrimônio e Fonte De Custeio

Art. 62 – O patrimônio social é constituído pelas anuidades pagas por seus membros e, ainda, por todos os bens que a Associação porventura venha a possuir através de fontes de renda, doações, legados, subscrições ou outros de caráter não defeso em Lei.

Art. 63 – Em caso de dissolução e liquidação da Associação, depois de deduzidas e restituídas as contribuições que os associados ativos tiverem prestado ao patrimônio da Associação, atualizando os respectivos valores, os bens remanescentes serão destinados à (SBA) Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

CAPÍTULO VIII

Da Reforma Do Estatuto, Dos Regulamentos e Dos Regimentos

Art. 64 – Este Estatuto poderá ser modificado no todo ou em parte, pela Assembleia Geral, mediante:

  1. I.      Proposta da Diretoria;
  2. II.      Proposta de 1/5 (um quinto) dos associados.

Art. 65 – A aprovação da reforma ou emenda do Estatuto dar-se-á por voto concorde de no mínimo 2/3 (dois terços) dos associados presentes à Assembleia Geral, especialmente convocada para esse fim, não podendo ela deliberar em primeira convocação sem a maioria absoluta dos associados, ou com menos de 1/3 (um terço) nas convocações seguintes.

Art. 66 – Os Regulamentos e os Regimentos poderão ser modificados no todo ou em parte, pela Diretoria, mediante:

  1. I.      Proposta da Diretoria, Conselhos, Comissões e Departamentos;
  2. II.      Proposta de, no mínimo, 1/5 (um quinto) dos membros quites com a Associação.

Art. 67 – A aprovação da reforma ou emenda dos Regulamentos e Regimentos dar-se-á por maioria simples, em reunião da Diretoria, com pauta específica.

CAPÍTULO IX

Da Dissolução

Art. 68 – A Associação dissolver-se-á por determinação legal das autoridades constituídas, ou por decisão da Assembleia Geral, respeitando-se os interesses de terceiros.

Parágrafo Único – A Assembleia Geral, para dissolução da Associação, será convocada especificamente para esse fim.

Capítulo X

Das Disposições Gerais

Art. 69 – A realização de compras para a Associação se dará mediante a observação do Estatuto e a necessidade comprovada pela Diretoria.

Art. 70 – A Diretoria poderá criar, se necessário, comissões transitórias para auxiliá-la em situações especiais não previstas neste Estatuto.

Art. 71 – O Presidente e um membro da Diretoria, Conselho ou Comissões, por ele indicado, terão direito ao custeio de inscrições, estadia e transporte em missão oficial da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais, isto é, ao Congresso Brasileiro de Anestesiologia (CBA) e às quatro jornadas oficiais do calendário da SBA – Sociedade Brasileira de Anestesiologia.

Parágrafo único – Nos casos mencionados no artigo 41 inciso IX, apenas o Presidente ou o seu representante será custeado.

Art. 72 – É vedado à Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais:

  1. I.      Realizar despesas que não tenham direta e clara vinculação com o disposto no Capítulo I deste Estatuto;
  2. II.      Fazer doações a pessoas físicas e jurídicas, seja a qual título for;
  3. III.      Fornecer a listagem de endereços dos Associados para entidades que não tenham objetivos científicos.

Art. 73 – A participação da Associação nas publicações de notas de protesto, ou esclarecimentos públicos, deverá ser precedida de autorização da Assembleia Geral.

Art. 74 – Os casos omissos deste Estatuto serão resolvidos pela Diretoria, que dará ciência aos associados na próxima Assembleia Geral.

Art. 75 – A presente reforma estatutária, aprovada pela Assembleia Geral Extraordinária realizada em 10 de março de 2014, deverá ser registrada em Cartório, assim como suas modificações futuras.

Art. 76 – Após a aprovação deste Estatuto, e modificações futuras, pela Assembleia Geral, a Diretoria terá o prazo máximo de 90 (noventa) dias para o registro em Cartório.

Art. 77 – Este Estatuto entrará em vigor na data de seu registro no órgão competente.

Belo Horizonte – MG, 18 de março de 2014.

Dr. Jaci Custódio Jorge

Presidente da Sociedade de Anestesiologia de Minas Gerais